Desculpem a demora. Sabem como é, eu estava de luto pelo Cine ter ganho o prêmio de revelação no VMB. É, meus amigos. A música nacional está uma M E R D A. Enfim. Vou fazer o que vim fazer.
Pegue o sexo. Junte com algumas drogas e muito, muito rock and roll. O que temos como resultado? Um daqueles filmes cults e new age que simplesmente a-do-ra-mos, não é mesmo? Nos sentimos tão rebeldes e inspirados (EU me sinto!), tão obstinados a pensamentos libertadores e oposicionistas a tudo que repreende nossos ideais e vontades... Mas essa utopia raramente sobrevive ao fim dos créditos. Esse momento tão mágico de libertação é breve demais para que você consiga fixar e elaborar mais a idéia, e logo estamos de volta às nossas vidas medíocres e cheias de regras, limitações e discriminações. Ainda mais quando se tem menos de dezoito anos e sua mãe não é tão coool quanto a da marimoon e nem te deixa pintar o cabelo. E não, infelizmente ainda não chegamos na era de intimidar nossos pais a ponto de manipula-los como fazia nosso amigo Alex. Acho que muitos de vocês o conhecem, dispensa apresentações. Se bem que no caso dele acho que Alex não culparia o rock, e sim Beethoven. Enfim. Mas um dia, meus caros amigos, o mundo estará pronto para nossa dominação. Oras! O que você acha que os jovens boêmios fazem reunidos em seus barzinhos pela augusta? Ou o que os hipes fazem em suas baladinhas alternativas? Ou o que aquele seu amigo metaleiro faz trancado no quarto toda a noite, com o volume no talo? Ou até mesmo a Mallu Magalhães, com todos aquelas mensagens subliminares em seus papapás e tchubarubas? Nós jovens, indiferente do estilo de rock que decidimos cultuar, nos focamos em apenas um objetivo. Fazer o que fazemos todos os fins de semana, Pink. Tentar conquistar o mundo!
Opa. De filmes para uma monga paródia de desenhos animados, e agora de volta aos filmes. Quem aí já assistiu um desses filmes junky-alternativos, que levante a mão! São inúmeros, uns realmente bons, outros nem tanto. Outros realmente péssimos. Mas hoje quero falar de um dos bons.
Chegou até a ser eleito um dos melhores filmes britânicos lá pelos últimos vinte e cinco anos. Um filme que prega a auto-destruição. Não confunda com Clube da Luta (outro ótimo filme, também com um cara lindo), quero lhes falar sobre Trainspotting, onde Ewan interpreta um jovem viciado que passa por várias situações muito bem conhecidas por nós, juventude transviada. Drogas, música, sexualidade, “amizade”, traição e todas essas coisas que tornam nossas vidas mais... vividas.
Opa. De filmes para uma monga paródia de desenhos animados, e agora de volta aos filmes. Quem aí já assistiu um desses filmes junky-alternativos, que levante a mão! São inúmeros, uns realmente bons, outros nem tanto. Outros realmente péssimos. Mas hoje quero falar de um dos bons.
Chegou até a ser eleito um dos melhores filmes britânicos lá pelos últimos vinte e cinco anos. Um filme que prega a auto-destruição. Não confunda com Clube da Luta (outro ótimo filme, também com um cara lindo), quero lhes falar sobre Trainspotting, onde Ewan interpreta um jovem viciado que passa por várias situações muito bem conhecidas por nós, juventude transviada. Drogas, música, sexualidade, “amizade”, traição e todas essas coisas que tornam nossas vidas mais... vividas.
O filme é um conjunto desses temas abordados de forma atraente, simples e inteligente. De como obter a liberdade através da destruição. Das mudanças, evoluções e riscos das escolhas. Um trecho do filme que eu gostaria de destacar, onde Renton diz que:
“O mundo está mudando. A música e as drogas estão mudando. Até os homens e as mulheres estão mudando. Daqui há mil anos, não haverá homens ou mulheres, só veados. Eu acho legal. (...) Acho que somos heterossexuais por omissão, e não por opção. É só uma questão do que te atrai. É uma questão de estética, e não tem porra nenhuma a ver com moralidade.”
Se as coisas continuarem do jeito que estão, isso não vai levar tanto tempo assim para acontecer, Renton. E concordo contigo, tudo isso é muito lindo. A evolução, a mudança do ser humano, se libertando através da música, da cultura, da arte, da sexualidade... Como isso é importante, porra! E ver que isso não é de hoje, não é um sinal do fim do mundo... Ver que sempre existiu essa vontade do ser de realmente ser aquilo que quiser, de evoluir pra isso acontecer... O mundo não se perdeu ainda mais no pecado, apenas os meios de comunicação e divulgação de ideias foi ampliado, fazendo com que a nova geração pudesse abrir os olhos com mais facilidade para certas coisas. E mesmo que os olhos fiquem abertos apenas por alguns minutos antes que os deveres morais caiam novamente sobre nós, os pensamentos causam impacto por uma vida inteira. E é isso que nos faz lutar tanto pela liberdade de expressão, pela liberdade de ser. Os breves momentos em que esses estimulantes, sejam livros, filmes, músicas ou o que for, nos permitem pensar com clareza. Refletir. Como tudo está relacionado pra que essas mudanças aconteçam. A arte, os pensamentos, as vontades...
“O mundo está mudando. A música e as drogas estão mudando. Até os homens e as mulheres estão mudando. Daqui há mil anos, não haverá homens ou mulheres, só veados. Eu acho legal. (...) Acho que somos heterossexuais por omissão, e não por opção. É só uma questão do que te atrai. É uma questão de estética, e não tem porra nenhuma a ver com moralidade.”
Se as coisas continuarem do jeito que estão, isso não vai levar tanto tempo assim para acontecer, Renton. E concordo contigo, tudo isso é muito lindo. A evolução, a mudança do ser humano, se libertando através da música, da cultura, da arte, da sexualidade... Como isso é importante, porra! E ver que isso não é de hoje, não é um sinal do fim do mundo... Ver que sempre existiu essa vontade do ser de realmente ser aquilo que quiser, de evoluir pra isso acontecer... O mundo não se perdeu ainda mais no pecado, apenas os meios de comunicação e divulgação de ideias foi ampliado, fazendo com que a nova geração pudesse abrir os olhos com mais facilidade para certas coisas. E mesmo que os olhos fiquem abertos apenas por alguns minutos antes que os deveres morais caiam novamente sobre nós, os pensamentos causam impacto por uma vida inteira. E é isso que nos faz lutar tanto pela liberdade de expressão, pela liberdade de ser. Os breves momentos em que esses estimulantes, sejam livros, filmes, músicas ou o que for, nos permitem pensar com clareza. Refletir. Como tudo está relacionado pra que essas mudanças aconteçam. A arte, os pensamentos, as vontades...
O filme nos mostra tudo aquilo que sabemos e que temos vergonha de admitir: nossas vidas miseráveis segundo os padrões que a sociedade nos impõe. Procurando ser aquilo que esperam de nós. O desafio de ter uma vida e viver por ela, não pela vida dos outros. Sabe, eu lhes pergunto, e gostaria mesmo de saber: O que você faria, o que você seria, se seguisse apenas a sua vontade?
Quanto as drogas... Sou careta. Consigo viver minha vida no limite sem precisar de qualquer tipo de impulso ou dependência. Tem uma droga totalmente psicológica, muito mais perigosa do que todas essas outras que vemos por aí. Ela já me faz cometer loucuras suficientes.
...e eu acho tão bonito o jeito com que a arte, como um todo, liberta.

2 comentários:
ê Evelyn!
Primeiramente, parabéns pelo post! Sabe que esses seus pensamentos de liberdade de expressão me lembram um dia de 2007 que a gente conversou sobre isso.
enfim! Também gostei do que você citou no final, sobre drogas. Liberdade remete com fazer o que quer mas não na auto-destruição, né?
Quando ao futuro de veados, sei lá eu. Acho que essa tal de liberdade não é em si a banalização da sexualidade e sim o respeito ao próximo. Uma coisa que eu acho chata, é a maneira que certos grupos querem "exibir" sua maneira de ser, mostrando uma superioridade. Acho que cada um merece seu espaço, sendo respeitado e respeitando também.
Não querendo que todo mundo seja igual só porque aceita.
Cada um sabe se é reprimido sexualmente, musicalmente, ou não.
Quanto a pergunta, acho que de certa forma os limites são até bons! heheheh
Deus lá sabe o minha capacidade poderia fazer!
Brincadeira...eu não abusaria muito mas falando como uma pessoa que tem pretenções no mundo do jornalismo, acho que deveria existir uma liberdade maior no direito de opnião.
Mas pensando bem, Evy, os limites não são de todo mal.
Você que me conhece, imagina se ninguém tivesse me parado há uns dois anos atrás? sabe?
é isso aí!
lindo post!
abraço!
haha, que post foda. parabéns, delícia de ler!
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